Quem somos

O Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Me-CDPD) é a entidade independente criada pela Lei n.º 71/2019 para acompanhar, promover e proteger os direitos das pessoas com deficiência em Portugal.

A nossa função é garantir que os compromissos assumidos pelo Estado português ao ratificar a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) são efetivamente cumpridos, traduzindo-se em leis, políticas públicas e práticas mais inclusivas.

Atuamos de forma independente e imparcial, avaliando políticas e práticas, emitindo pareceres obrigatórios (não vinculativos) sobre projetos de diplomas legislativos que respeitam os direitos das pessoas com deficiência e propondo recomendações e alterações legislativas sempre que necessário. Dialogamos com entidades públicas, privadas e com a sociedade civil, com um objetivo claro: contribuir para uma sociedade onde os direitos das pessoas com deficiência sejam respeitados, promovidos e protegidos em todas as áreas da vida.

Fotografia de um grupo de pessoas com diferentes tons de pele a sobrepor as mãos no centro, simbolizando união, cooperação e solidariedade. As mãos estão vistas de baixo para cima, formando uma pilha. A imagem está inserida num círculo branco com um arco decorativo amarelo à esquerda, terminado num pequeno ponto do mesmo tom.

Mensagem da Presidente do Me-CDPD

“O Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Me-CDPD) foi criado, pela Lei n.º 71/2019, de 2 de setembro, para garantir que os compromissos assumidos por Portugal, ao ratificar a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), se traduzem em políticas públicas e práticas concretas que promovam a dignidade, a igualdade e a inclusão plena das pessoas com deficiência na sociedade.

Enquanto órgão independente, plural e participativo, o Me-CDPD tem como missão acompanhar, avaliar e promover o cumprimento da Convenção, num diálogo permanente com as instituições públicas, a sociedade civil e, em particular, com as próprias pessoas com deficiência e as suas organizações representativas.

Vivemos num tempo de permanente transformação social, tecnológica, laboral e cultural, o que exige respostas inovadoras e éticas, baseadas no respeito pelos direitos humanos. O desafio do Me-CDPD é garantir que o progresso e as mudanças estruturais são pensadas com base nos princípios da CDPD e no desenho universal, assegurando que a acessibilidade, o acesso à saúde, à educação, à justiça, ao trabalho e emprego, à vida independente, à participação e à igualdade de oportunidades sejam pilares de todas as decisões políticas e legislativas.

O nosso compromisso é claro: colocar os direitos das pessoas com deficiência no centro da ação pública, promover uma sociedade verdadeiramente inclusiva e assegurar que Portugal cumpra, de forma efetiva e coerente, os princípios da Convenção.

Acreditamos que a monitorização é, antes de mais, um exercício de cidadania e corresponsabilidade. É nesse espírito que o Me-CDPD se apresenta à sociedade, como um espaço de escuta, de diálogo e de construção partilhada de soluções que garantam a plena realização dos direitos humanos de todas as pessoas.”

Vera Bonvalot
Presidente do Me-CDPD

Fotografia de Vera Bonvalot, presidente do Me-CDPD — Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. A imagem mostra-a a sorrir, com cabelo castanho curto e brincos grandes em forma de folha. Usa um colar colorido e uma blusa cinzenta clara. O retrato está inserido num círculo branco com um arco decorativo cor-de-laranja no topo.

Balanço de Atividade do Me-CDPD
e Perspectivas Futuras

Entre 2020 e 2025, o Me-CDPD consolidou a sua estrutura e assumiu um papel central na monitorização da Convenção, através da emissão de pareceres legislativos, cooperação com organismos nacionais e internacionais e participação ativa em iniciativas públicas. Este período ficou marcado por avanços estruturais, desde a definição de metodologias de trabalho e articulação com o Conselho Consultivo, à produção de recomendações formais e ao aprofundamento das relações institucionais, culminando na construção de uma identidade visual forte e apoiada por um website que serve, não só como presença online, mas como ferramenta de consulta do trabalho realizado.

Para 2026, o foco está no reforço institucional e na consolidação de uma equipa que permita uma atuação mais proativa e adequada às necessidades do trabalho do Me-CDPD, na criação de mecanismos de participação (e.g. pessoas com deficiência; organizações representativas; decisores políticos; autarquias e academia) e na continuidade de ações prioritárias, como a disseminação regional dos resultados do estudo, o trabalho dedicado ao voto acessível e o desenvolvimento de propostas para melhorar o acesso à justiça por parte das pessoas com deficiência. O Me-CDPD irá preparar também a apresentação de um relatório de monitorização para envio ao Comité da ONU, reforçando o compromisso de impulsionar políticas inclusivas e baseadas em direitos.

Fotografia de uma sessão pública do Me-CDPD — Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. À mesa estão sentados Vera Bonvalot, presidente do Me-CDPD, e Rodrigo Santos, membro do Me-CDPD, durante a apresentação do balanço da atividade e das perspetivas futuras. Ambos estão sentados atrás de uma mesa com microfones e computadores portáteis. Em primeiro plano vê-se o público sentado. No fundo, um ecrã com o logótipo e identificação do Me-CDPD. A imagem está enquadrada num círculo branco com um arco decorativo verde e dois pontos do mesmo tom à direita.
Fotografia de um homem de pé, de costas, a observar a bandeira de Portugal hasteada num mastro alto. A bandeira verde e vermelha está ao centro, destacando-se contra o céu azul. A imagem é enquadrada por árvores nas margens superiores e mostra uma perspetiva ampla da cidade ao fundo, sugerindo um local elevado. O conjunto está inserido num círculo branco, com um arco decorativo azul-claro e um ponto do mesmo tom à direita.

Missão

Promover, proteger e monitorizar os direitos das pessoas com deficiência em Portugal, assegurando que a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é plenamente aplicada nas políticas públicas, na legislação e nas práticas quotidianas.

Fotografia de dois homens a jogar basquetebol num campo urbano ao ar livre. Um deles está sentado numa cadeira de rodas e ergue o braço para lançar a bola, enquanto o outro salta ao lado, em gesto de apoio ou celebração. Ao fundo, veem-se árvores e edifícios modernos. A imagem está inserida num círculo branco, com um arco decorativo verde no topo e um ponto do mesmo tom à esquerda.

Visão

Construir uma sociedade inclusiva, acessível e justa, onde todas as pessoas com deficiência possam exercer os seus direitos humanos em igualdade de condições, participando ativamente em todas as dimensões da vida social, política, económica e cultural.

Valores

Ilustração de um círculo verde com uma corrente branca ao centro que se parte ao meio, emitindo pequenos traços a sugerir movimento e libertação. Na parte superior esquerda do círculo, há um arco decorativo verde escuro com uma extremidade em forma de ponto. O ícone representa o valor da independência e a capacidade de agir de forma autónoma.

Independência – atuar de forma imparcial e autónoma, garantindo análises e recomendações baseadas no modelo de direitos humanos preconizado pela CDPD.

Ilustração de um círculo azul com quatro mãos brancas unidas pelos pulsos, formando um quadrado. As mãos representam cooperação, diversidade e apoio mútuo. À direita do círculo, há um arco decorativo azul mais escuro com uma extremidade circular. O ícone simboliza o valor da inclusão e o compromisso com a participação igualitária de todas as pessoas.

Inclusão – trabalhar para eliminar barreiras e assegurar a plena participação das pessoas com deficiência.

Ilustração de um círculo vermelho com duas mãos brancas abertas e voltadas para cima, sustentando três figuras humanas também brancas, colocadas lado a lado. À direita do círculo, um arco decorativo vermelho mais escuro termina num ponto circular. O ícone representa os direitos humanos, a dignidade e o dever de proteger todas as pessoas de forma igualitária.

Direitos Humanos – colocar a dignidade, a igualdade, a liberdade e a não discriminação no centro de todas as ações.

Ilustração de um círculo verde com seis figuras humanas brancas agrupadas ao centro, representando uma comunidade. À volta das figuras, um círculo de setas brancas forma um ciclo contínuo, sugerindo movimento, colaboração e troca. Na parte superior esquerda do círculo, há um arco verde escuro com uma extremidade circular. O ícone representa o valor da participação ativa e da cooperação na sociedade.

Participação – valorizar o contributo das pessoas com deficiência e das suas organizações em todos os processos.

Ilustração de um círculo amarelo com dois círculos brancos sobrepostos no centro. O círculo da esquerda contém riscas diagonais, enquanto o da direita é formado apenas por um contorno. O cruzamento entre ambos representa abertura, clareza e partilha. Na parte superior esquerda do ícone há um arco amarelo escuro com uma extremidade circular. O ícone simboliza o valor da transparência e da comunicação acessível e honesta.

Transparência – comunicar de forma clara e acessível, promovendo confiança e proximidade com a sociedade civil.

Ilustração de um círculo vermelho com duas mãos brancas a apertar-se num gesto de aperto de mão, representando acordo, parceria e confiança. Acima do aperto de mão há três pequenos traços brancos que sugerem energia ou destaque. À direita do círculo, um arco vermelho escuro termina num ponto circular. O ícone simboliza o valor do compromisso, da cooperação e da responsabilidade partilhada.

Compromisso – acompanhar de forma contínua e responsável a implementação da Convenção em Portugal.