Contributo

Contributo N.º 2/2026 Consulta Pública da Comissão Europeia sobre o Cartão Europeu de Deficiência e o Cartão Europeu de Estacionamento

Contributo N.º 2/2026 Consulta Pública da Comissão Europeia sobre o Cartão Europeu de Deficiência e o Cartão Europeu de Estacionamento

Objetivos

O contributo do Me-CDPD visa reforçar a conformidade do Cartão Europeu de Deficiência e do Cartão Europeu de Estacionamento com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), alertando para a realidade portuguesa.

Procura garantir que a digitalização, interoperabilidade e mecanismos de segurança associados a estes instrumentos promovem efetivamente a liberdade de circulação, a igualdade de tratamento e o acesso a serviços, sem criar novas barreiras ou formas de exclusão.

Recomendações do Me-CDPD

O Me-CDPD recomenda:

  • Garantir acessibilidade e desenho universal em todas as soluções digitais associadas aos cartões; 
  • Assegurar a coexistência efetiva entre formato físico e digital, prevenindo exclusão digital; 
  • Reforçar o alinhamento dos sistemas nacionais de reconhecimento da deficiência com a CDPD, em detrimento do modelo médico;
  • Reduzir atrasos administrativos que condicionam o acesso aos cartões, nomeadamente na emissão de atestado médico de incapacidade multiuso;
  • Definir requisitos mínimos europeus de informação acessível, clara e multilingue; 
  • Criar mecanismos acessíveis de apoio e reclamação a nível europeu; 
  • Garantir a participação efetiva das pessoas com deficiência na implementação e monitorização; 
  • Assegurar que os mecanismos de segurança respeitam a privacidade e a proporcionalidade.

Conclusão

O Cartão Europeu de Deficiência e o Cartão Europeu de Estacionamento têm potencial para reforçar a mobilidade e a igualdade das pessoas com deficiência na União Europeia.

Contudo, a sua efetividade dependerá da integração de uma abordagem baseada em direitos humanos, assegurando acessibilidade, autonomia e igualdade material.

Sem estas garantias, existe o risco de reproduzir desigualdades estruturais já existentes.

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